quarta-feira, 14 de maio de 2014

a história da tatuagem No Brasil e No mundo.


A IDENTIDADE À FLOR DA PELE.
ETNOGRAFIA DA PRÁTICA DA TATUAGEM
NA CONTEMPORANEIDADE*
Andrea Lissett Pérez


resumo:

A tatuagem na contemporaneidade adquiriu uma nova forma de ser assumida
e de ser praticada socialmente. É cada vez mais freqüente e corriqueiro
ver corpos tatuados em distintos setores sociais, sem restrições (ou poucas
existindo) de gênero, idade ou status. É evidente que a tatuagem deixou
de ser uma prática exclusiva da marginalidade e começou a inserir-se em
novos contextos sociais, ganhando outros significados. Como se produziu
essa mudança? De que maneira é possível compreender a transformação
da imagem gerada pela tatuagem, historicamente considerada como um
estigma, mas vista nos dias atuais como uma obra artística e/ou um adereço
corporal? Apesar desse fenômeno estar sendo objeto de indagação nas ciências
sociais, as análises daí decorrentes centram-se em aspectos parciais, seja
abordando a ótica dos tatuadores, seja dos tatuados, ou ainda a tatuagem
como objeto de contemplação. Carece-se de uma perspectiva mais complexa
que contemple as distintas dimensões que aí estão em jogo ou, seguindo
Mauss, de uma visão de “fato social total” que permita conceber o universo
e as singularidades que este expressa.
O objetivo deste artigo é contribuir para uma visão “total” da tatuagem,
partindo da noção de prática e tentando reconstruir, com base nessa perspectiva,
os contextos socioculturais, os processos, os rituais, as interações,
as formas de apropriação e de construção subjetiva presentes na contemporaneidade.
Os argumentos que conformam este artigo fundamentam-se
no trabalho de campo que durante um ano (1992-93) realizei no estúdio de
tatuagem Experience Art Tattoo, na cidade de Florianópolis, participando
de suas atividades cotidianas (atendimento a clientes, sessões de tatuagem,
reuniões informais) e fazendo algumas entrevistas focalizadas.

Artigo : Quilombo da entrada de campo a uma experiencia inenarrável



Raquel Sena De Menezes – 120176815- Graduanda de Gestão em Saúde Coletiva- Universidade de Brasília –UNB.
Laboratório De Antropologia da Saúde e da Doença.
Professora: Ximena Pamela
Ensaio:

Um olhar Para O Quilombo, da entrada de campo a uma experiência inenarrável.

Resumo
O presente ensaio tem como objetivo descrever a experiência de campo etnográfica realizada no Quilombo Mesquita que se localiza a 8 km da cidade Ocidental (GO). Na Primeira parte, procura-se entender a história do Quilombo através de uma visão sócio-histórica, Expondo a seguir relatos do filme ´Quilombo´´  que é um documentário realizado na Cidade Ocidental, a 60 km de Brasília (na época ainda um núcleo do município de Luziânia/ GO), o filme de Vladimir Carvalho retrata a comunidade negra, remanescente do antigo quilombo do Povoado de Mesquita que vive até hoje do fabrico rudimentar de














doce de marmelo. Em um segundo momento será feita Uma Analise sobre as impressões do trabalho de campo e por ultimo um copilado das entrevistas realizadas na comunidade.




Palavras –Chave: Cultura quilombola, etnografia no trabalho de campo, Quilombo mesquita.




Abstract:
This paper aims to describe the field experiment conducted in Quilombo Mosque which is located 8 km west of the city (GO). In the first part, we seek to understand the history of Quilombo through a socio-historical Exposing The following reports from the film 'Quilombo'' which is a documentary made in West Town, 60 km from Brasilia (then still one core municipality Luziania / GO), the film Vladimir Carvalho portrays the black community, the remnant of the old town quilombo  Mesquita who lives far from the manufacture rudimentary sweet quince. In a second step will be A Examine on impressions of fieldwork and last impressions on the Maroons on the importance of preserving culture.
Keywords: Culture maroon, ethnographic field work, Quilombo mosque.


Introdução:
 A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) e "ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente, designava
apenas um lugar de pouso, cemitério, ligado à chamada religião vodu, segundo o




professor Mario Henrique (SIMOSEN -1986).
Eram utilizados por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente, passou a designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores.

No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas.
Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da
Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas.
Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses (1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.

Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares. No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos.
Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de Pernambuco, sendo que este último contou com os ser­viços do bandeirante Domingos Jorge Velho.
A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.

Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.
Muitos quilombos, por estarem em locais afastados, permaneceram ativos mesmo após a abolição da escravatura em 1888. Eles deram origens às atuais comunidades quilombolas (quilombos remanescentes). Existem atualmente cerca de 1.500 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares, embora as estimativas apontem para a existência de cerca de três mil. Grande parte destas comunidades está situada em estados das regiões Norte e Nordeste.
Os integrantes das comunidades quilombolas possuem fortes laços culturais, mantendo suas tradições, práticas religiosas, relação com o trabalho na terra e sistemas de organização social próprio.
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Tomando como ponto de partida esta Analise histórica sobre a origem dos Quilombos No Brasil , podemos dar enfoque a um dos objetivos do presente ensaio que seria descrever a experiência amadora que tive como etnógrafa em uma disciplina de pesquisa Social em saúde Ministrada por Ximena Bermudez e Munna Muhamed Odeh do departamento de saúde coletiva da universidade de Brasilia, tal trabalho teve como objetivo descrever e analizar a cultura de uma determinada comunidade assim como a experiência etnográfica que foi realizada no quilombo Mesquita no interior de Goias e para esse estudo foi necessário mergulhar na literatura buscando uma base referencial para se dar inicio ao trabalho de campo.
Assim como cita Cardoso De Oliveira,(ROBERTO,1998).em sua obra O Trabalho do Antropólogo e necessário que inicialmente o etnógrafo possua uma base teórica sobre o local a ser estudado e quais as ferramentas e métodos podem ser utilizados.
Foi indicado pelas Tutoras da disciplina o livro de Bronislaw Malinovski que de certa forma me inspirou muito para a ida a campo ,( MALINOVSKI ,1915.) conta sua experiência e seu estudo como antropólogo nas populações costeiras das ilhas dos mares do Sul. Tal livro foi de extrema importância para mim pois o autor conta a experiência com tanta paixão que e capaz de incitar em qualquer estudante interesse e curiosidade sobra a pesquisa etnográfica e a antropologia em si.
O livro os argonautas do pacifico Ocidental e como  um mantra  para os antropólogos e para mim foi um pontapé inicial para entender os métodos e as formas de abordagem e também me apaixonar pela pesquisa etnográfica.


História do Quilombo Mesquita 
Nesta pesquisa de campo realizei entrevistas com alguns dos moradores para conhecer um pouco mais da história do quilombo-Mesquita e como base teórica utilizo relatos do documentário feito pelo Cineasta (VLADIMIR CARVALHO,2005)que acompanhou de perto o crescimento da comunidade e seu trabalho foi de extrema relevância pois ele registrou os primeiros momentos da comunidade Quilombo Mesquita.
A história e contada pelos primeiros habitantes da comunidade, os mesmos informam que tudo começou quando 3 escravas receberam a libertação por sua sinhá que também doou as terras e a partir dai foram aumentando a população.
Isso ocorre um pouco antes da criação de Brasília, anteriormente os quilombolas viviam e trabalhavam em Goiânia nos engenhos moendo cana, e eles sobreviviam da produção do doce de Marmelo e das plantações.Com base nas testemunhas ate hoje não se sabe a verdadeira origem da fazenda Mesquita, também chamada de arraial dos pretos citada pela primeira vez nos documentos da missão pública que realizava os estudos de localização da capital brasileira no planalto central, para alguns os mestiços que herdaram suas terras vivendo ate hoje das lavouras de subsistência descende do antigo quilombo que se formou ali durante o apogeu do ouro em Goiás no século 18 , para outros a propriedade vem sendo repartida a medida que cresce o numero de seus habitantes.
A mesquita fica situada a pouco mais de uma hora de Brasília  e parte da rodovia que vai a Belo Horizonte por meio de estradas de terra e próxima a cidade de Luziânia construída pelos antigos escravos.
A princípio os moradores começaram a plantar e construir ferramentas que facilitassem o manuseio do doce de marmelo que na época era abundante na cidade, alguns homens e mulheres viajavam ate as favelas do DF atraídos por trabalhos na construção civil .
Com relação as crenças prevalece o catolicismo desde a época da colonização, o senhor Benedito Antônio de 60 anos pai de 11 filhos, conta que no inicio todos eram muito unidos e as festas religiosas eram mais alegres, as festas típicas na mesquita São: a Fulia do Divino e de nossa senhora da Abadia comemoradas em 6 de maio e 6 de agosto, Ele conta com um sorriso no rosto da saudade das rodas de viola e da alegria das pessoas e união que com o crescimento da comunidade acabou se perdendo.

Da entrada de campo, impressões e emoções.
Durante a viagem de Brasília ao Quilombo o professor Manoel Barbosa Neres Foi contando um pouco da história do quilombo e ao tempo que ele contava eu ficava mais curiosa por conhecer, ele brincou dizendo que por coincidência eu estava indo em um dia de comemoração , e estava muito animado pois pela primeira vez o filme ia ser projetado para todos os moradores.
A princípio ele me apresentou toda a cidade e pontos turísticos, como a toca do leão um local de lazer, o Museu do quilombo , a igreja, e ate as casas das pessoas para que eu fizesse as entrevistas. Todos me receberam com tanto carinho que não contive minha alegria . Eu olhava a todos lados observando a natureza que me remetia a um sentimento de nostalgia todas aquelas arvores e o céu tão azul me lembrava Infância. Ao mais tardar do dia todos se preparavam para a grande festa e os músicos ensaiavam as músicas que iriam ser tocadas no evento, me admirava em ver o empenho do professor com os jovens transmitindo  sentimentos por meio das canções e eu me alegrava em poder participar do momento de ensaio, me identificava com os jovens e por meio das longas conversas fomos adquirindo vínculos e os mesmos se sentiam a vontade para contar suas histórias, seus sonhos e etc.
Ao enoitecer do dia todos se organizavam para a festa, chegando a fazenda o professor Manoel me apresentou as pessoas que moravam ali a um longo tempo como a senhora Criola e a Célia uma das líderes do movimento quilombola , foram longas as conversas, em volta um cenário de natureza e música , rodas de viola, danças e as pessoas em volta da fogueira conversando , muitas comidas típicas goianas como: pamonha, paçoca, doce de leite, quindim, canjica, arroz doce , sucos, Balas de milho, Doce de Marmelo, e entre tantos outros que me lembravam festa junina, mais sem duvidas que era bem mais divertido, E impossível descrever as maravilhosas sensações que tive durante este longo dia. E finalmente o momento que todos esperavam o filme do Quilombo, todos estavam reunidos em volta do telão e ao som de um berrante se abrem as cortinas , eu observava a alegria das pessoas em ver seus parentes e como tudo começou, eles comentavam este e meu avô, ou a tia fulana, e alguns risos
_ Este sou eu mais jovem, Olha como a igrejinha era.
As pessoas choravam de emoção ao ver seus parentes que já se foram, e contavam suas histórias, em  um segundo momento o grupo musical do Quilombo apresentava suas canções, e modinhas e aquela roda de viola encantava meus ouvidos. A união das pessoas me admirava muito pois hoje em dia isso não e notado com frequência.
Já era de madrugada era tão bom estar ali que não lembrava que tinha que voltar para casa, voltei a conversar com os adolescentes e escutava suas histórias, eles contavam que gostavam de morar ali mais sentiam falta das coisas da cidade grande, da tecnologia da modernidade e diziam que a cidade e linda um belo lugar para visitar mais não para morar,  Eu conversava com eles e tinha algumas impressões parecidas com as deles. Foi uma experiência incrível , a principio me imaginava apenas fazendo questionários com as pessoas , mais o que vivi as pessoas que conheci, os vínculos que foram construídos não tem preço e inenarrável.
Em um segundo momento retornei a cidade nesta segunda visita procurei conhecer os lugares que ainda não tinha visto , haviam muitas coisas para conhecer  o walissom e sua mãe me mostraram o museu do quilombo , Eu observava todos aqueles objetos , fotos, quadros, painéis e tudo sensivelmente organizado e enfeitado, passei horas ali olhando todas as expressões de artes e os objetos como piano, maquina de datilografia, carro-de boi , objetos feitos com palhas outros de ferro, e as fotos das pessoas eu me imaginava dentro de um livro em quadrinhos de história.
No dia seguinte seria a apresentação , anteriormente tinha feito o convite juntamente com o professor para que eles conhecessem a universidade e fossem apresentar algumas canções , fiquei muito feliz em saber que mais de 20 pessoas poderiam ir e quando chegamos la fomos organizar o local, Celia tão cuidadosa e atenciosa trouxe painéis e objetos para apresentar a turma, este dia foi muito importante pra mim , porem devido ao tempo não pude passar nem a metade das experiências vivenciadas ali, eles apresentaram suas canções e contaram um pouco da história por meio da musica quilombo que relata a vida , a luta e a criação da mesquita.
Era uma quarta feira a noite e eu tinha ganhado o maior presente da minha curta vida acadêmica principalmente por se tratar de algo que não se adquire com teoria e livros e por não se tratar de um assunto da grade curricular.

Terceiro momento entrevistas Reflexões, crenças e processos de cura.
Nesta terceira visita após ter adquirido alguns vínculos com as pessoas resolvi ir nas casas , acompanhada do Walissom que me levou nas casas dos moradores mais antigos.
Estava a procura de curandeiros e dos primeiros habitantes da comunidade para aprender mais sobre a história.
Neste momento teria que ter mais sensibilidade pois teria que saber exatamente o que perguntar e como perguntar. Dai recordo-me de Cardoso de Oliveira em seu livro: O trabalho do antropólogo , capítulo – Olhar, ouvir e escrever, ele cita a domesticação do olhar pois a partir do momento que estamos preparados para a investigação o objeto a qual dirigimos nosso olhar já foi previamente alterado pelo próprio modo de visualiza-lo. E o ouvir completa o olhar. Um ouvir todo especial preparado a saber ouvir e principalmente no escrever tomar cuidado para não transmitir algo de opnião do entrevistador mais sim tudo que tiver dito o entrevistado, é justamente no escrever em que as ideias se tornam mais claras e neste momento portanto a configuração final do produto.

Entrevistado 1: (Senhor Mamed)
(Curandeiro) , O senhor Mamed mostrou as plantas utilizadas para curar diversas doenças o que me impressionou foi o seu vasto conhecimento sobre o  assunto, ele conta que já curou todo tipo de doença, as plantas mais utilizadas são: Cravo para tosse, Siena rocha bom para pele, kitoco bom para o útero , malva branca que e um sonífero e jaborandi, ele contou uma história em que informa que sofreu preconceito por estar na frente da igreja com as ervas, foi desrespeitado e sua intenção era apenas ajudar um amigo .
_Eu so gostaria de ajudar um amigo pois sabia exatamente como ajudar e fui desrespeitado por estar a frente da igreja.
 As pessoas o procuram com frequência para fazer banho de descarrego ou para ajudar em alguma enfermidade, Dos livros que ele mostrou pude perceber que ele estuda muito sobre o assunto, porem não e visto como um sábio pela comunidade, os mais diversos livros ele possuía. Um seria a cura tradicional e as plantas curam de Afonso Balbachos, o Senhor  Mamed contou muitas histórias onde as plantas e as rezas ajudaram as pessoas da comunidade se livrarem das enfermidades como ele mesmo informa e necessário acreditar.
O senhor Mamed contou onde eu poderia encontrar outra curandeira.

Entrevistada 2, (Segunda Curandeira).
Chegando na casa da senhora fui recebida com muita atenção, ela estava preparando as porções com ervas, e também contou muito sobre as plantas de efeitos curativos ela diz:
_Sem folha não existe remédio. Ela diz que recebeu este dom desde pequena e saberia que trabalharia ajudando as pessoas, ela conta principalmente da preparação emocional pois chegam muitas pessoas procurando ela para tirar encosto.
_O pior veneno e a inveja ela atrai energias negativas. (mal olhado).
A senhora disse que não se importa com o que os outros vão falar, apenas tenta cumprir a missão que segundo ela foi concebida.

Entrevistada 3: ( Senhora Criola).
A saudade de um tempo que não volta mais.
A senhora Criola  nasceu no quilombo, perguntei a ela se lembraria de quando veio e como tudo começou, informou que era muito pequena e não se lembrava de muitas coisas, apenas de seus pais trabalhando, plantando e ajudando a fazer o doce.
Ela relata que muitas coisas mudaram.
_Antigamente as pessoas morriam de velhice e não de acidente de carro.
Ela conta que antigamente tinha que ir ate Luziânia cidade de Goiás para buscar alimentos, como citado acima na história do quilombo, foi perguntado a ela o que ela gostava de fazer:
_Gosto de lavar roupa, cuidar da casa, dos filhos e dos meus netinhos.
Ela conta da felicidade de viver com seus amigos no passado, ela diz que e a melhor lembrança e de seus tempos de jovem de casada, os momentos em que trabalhavam e conversavam nos engenhos produzindo o doce de marmelo e vendendo em Luziânia , a única época difícil foi quando surgiram os filhos pois tinham que ir a cavalo atrás  dos alimentos e trabalho.
Com relação a crença, ela informa que é católica e gosta das festas típicas do quilombo e principalmente a festa do Divino.
Com um sorriso no rosto e 88 anos ela conta que se sente feliz pela sua família.
E inenarrável aprender com os nossos anciões pois eles ja passaram por um trilha a qual não percorri sequer a metade, E além de contar sobre a sua história de vida, sua família ela da conselhos, vejo os anciões como nossos sábios.



Considerações Finais:
Conclui-se através deste ensaio que a experiência de campo é algo de extremo valor pois através dela se amplia horizontes aos mais diversos temas, E inenarrável pois os sentimentos adquiridos estão além das construções teóricas. E as lembranças são eternas em nossas memórias, e por meio destas visitas a Mesquita mudei minhas visões sobre vários aspectos, principalmente com relação ao respeito com os  mais velhos pois os anciões são sábios. Este mergulho na literatura se tratando de aspectos histórico-culturais abrem um leque para uma gama de informações preciosas sobre meus ancestrais origem e história desde os primeiros quilombolas.
Com relação aos processos de cura é necessário salientar acerca da importância destes autores como sábios cuidadores, neles observei características dos processos de cura e humanização e acolhimento em saúde e cuidado para com o próximo.
A comunidade Quilombo mesquita e extremamente acolhedora e por meio das entrevistas aprendi coisas incríveis e quão maravilhoso foi poder participar de seus momentos típicos. Foi para mim como mergulhar dentro de um livro de história e ao mesmo tempo conto de fadas, As pessoas estarão para sempre em minha memória.



Referências Bibliográficas:


BARBOSA, Fernando de Holanda. “A Contribuição Acadêmica de Mario Henrique Simonsen” Rev. Bras. Econ., Jan./Mar, vol. 17, n. 1, p. 115-130. 1997.
Malinowski, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental (Argonauts of the Western Pacific, 1922). Coleção Os Pensadores, Abril Cultural, 1976. Cap VI p. 24-26.
Mana vol.6 n.1 Rio de Janeiro Apr. 2000
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-93132000000100009
CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. 1998. O Trabalho do Antropólogo. Brasília/ São Paulo: Paralelo Quinze/Editora da Unesp. 220 pp. Cap: (olhar ,ouvir e escrever). Cap 1. P.17-27.
CARVALHO, Vladimir. Quilombo Mesquita (Documentário). http://www.youtube.com/watch?v=A5crMThu3r4.