
Raquel Sena De Menezes – 120176815- Graduanda de Gestão
em Saúde Coletiva- Universidade de Brasília –UNB.
Laboratório De Antropologia da Saúde e da Doença.
Professora: Ximena Pamela
Ensaio:
Um olhar Para O
Quilombo, da entrada de campo a uma experiência inenarrável.
Resumo
O presente ensaio tem como objetivo descrever a experiência
de campo etnográfica realizada no Quilombo Mesquita que se localiza a 8 km da
cidade Ocidental (GO). Na Primeira parte, procura-se entender a história do
Quilombo através de uma visão sócio-histórica, Expondo a seguir relatos do
filme ´Quilombo´´ que é um documentário
realizado na Cidade Ocidental, a 60 km de Brasília (na época ainda um núcleo do
município de Luziânia/ GO), o filme de Vladimir Carvalho retrata a comunidade
negra, remanescente do antigo quilombo do Povoado de Mesquita que vive até hoje
do fabrico rudimentar de
doce de marmelo. Em um segundo momento será feita Uma
Analise sobre as impressões do trabalho de campo e por ultimo um copilado das
entrevistas realizadas na comunidade.
Palavras –Chave:
Cultura quilombola, etnografia no trabalho de campo, Quilombo mesquita.
Abstract:
This paper
aims to describe the field experiment conducted in Quilombo Mosque which is
located 8 km west of the city (GO). In the first part, we seek to understand
the history of Quilombo through a socio-historical Exposing The following
reports from the film 'Quilombo'' which is a documentary made in West Town, 60
km from Brasilia (then still one core municipality Luziania / GO), the film
Vladimir Carvalho portrays the black community, the remnant of the old town
quilombo Mesquita who lives far from the
manufacture rudimentary sweet quince. In a second step will be A Examine on
impressions of fieldwork and last impressions on the Maroons on the importance
of preserving culture.
Keywords: Culture maroon, ethnographic field work,
Quilombo mosque.
Introdução:
A palavra
"quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) e
"ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas
ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África
Ocidental. Originalmente, designava
apenas um lugar de pouso, cemitério, ligado à chamada
religião vodu, segundo o
professor Mario Henrique (SIMOSEN -1986).
Eram utilizados por populações nômades ou em deslocamento;
posteriormente, passou a designar também as paragens e acampamentos das
caravanas que faziam o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados
pelos colonizadores.
No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII),
os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em
locais bem escondidos e fortificados no meio das matas.
Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas
comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e
produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas
destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da
Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e
Alagoas.
Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses
(1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este
fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram
abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.
Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares.
No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos.
Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos
tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de
Pernambuco, sendo que este último contou com os serviços do bandeirante
Domingos Jorge Velho.
A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco
anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por
Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.
Os quilombos representaram uma das formas de resistência e
combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a
liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que
deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.
Muitos quilombos, por estarem em locais afastados,
permaneceram ativos mesmo após a abolição da escravatura em 1888. Eles deram
origens às atuais comunidades quilombolas (quilombos remanescentes). Existem
atualmente cerca de 1.500 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação
Palmares, embora as estimativas apontem para a existência de cerca de três mil.
Grande parte destas comunidades está situada em estados das regiões Norte e
Nordeste.
Os integrantes das comunidades quilombolas possuem fortes
laços culturais, mantendo suas tradições, práticas religiosas, relação com o
trabalho na terra e sistemas de organização social próprio.
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Tomando como ponto de partida esta Analise histórica sobre a
origem dos Quilombos No Brasil , podemos dar enfoque a um dos objetivos do
presente ensaio que seria descrever a experiência amadora que tive como
etnógrafa em uma disciplina de pesquisa Social em saúde Ministrada por Ximena
Bermudez e Munna Muhamed Odeh do departamento de saúde coletiva da universidade
de Brasilia, tal trabalho teve como objetivo descrever e analizar a cultura de
uma determinada comunidade assim como a experiência etnográfica que foi
realizada no quilombo Mesquita no interior de Goias e para esse estudo foi
necessário mergulhar na literatura buscando uma base referencial para se dar
inicio ao trabalho de campo.
Assim como cita Cardoso De Oliveira,(ROBERTO,1998).em sua
obra O Trabalho do Antropólogo e necessário que inicialmente o etnógrafo possua
uma base teórica sobre o local a ser estudado e quais as ferramentas e métodos
podem ser utilizados.
Foi indicado pelas Tutoras da disciplina o livro de
Bronislaw Malinovski que de certa forma me inspirou muito para a ida a campo ,(
MALINOVSKI ,1915.) conta sua experiência e seu estudo como antropólogo nas
populações costeiras das ilhas dos mares do Sul. Tal livro foi de extrema
importância para mim pois o autor conta a experiência com tanta paixão que e
capaz de incitar em qualquer estudante interesse e curiosidade sobra a pesquisa
etnográfica e a antropologia em si.
O livro os argonautas do pacifico Ocidental e como um mantra
para os antropólogos e para mim foi um pontapé inicial para entender os
métodos e as formas de abordagem e também me apaixonar pela pesquisa
etnográfica.
História do Quilombo
Mesquita
Nesta pesquisa de campo realizei entrevistas com alguns dos
moradores para conhecer um pouco mais da história do quilombo-Mesquita e como
base teórica utilizo relatos do documentário feito pelo Cineasta (VLADIMIR
CARVALHO,2005)que acompanhou de perto o crescimento da comunidade e seu
trabalho foi de extrema relevância pois ele registrou os primeiros momentos da
comunidade Quilombo Mesquita.
A história e contada pelos primeiros habitantes da
comunidade, os mesmos informam que tudo começou quando 3 escravas receberam a
libertação por sua sinhá que também doou as terras e a partir dai foram
aumentando a população.
Isso ocorre um pouco antes da criação de Brasília,
anteriormente os quilombolas viviam e trabalhavam em Goiânia nos engenhos
moendo cana, e eles sobreviviam da produção do doce de Marmelo e das
plantações.Com base nas testemunhas ate hoje não se sabe a verdadeira origem da
fazenda Mesquita, também chamada de arraial dos pretos citada pela primeira vez
nos documentos da missão pública que realizava os estudos de localização da
capital brasileira no planalto central, para alguns os mestiços que herdaram
suas terras vivendo ate hoje das lavouras de subsistência descende do antigo
quilombo que se formou ali durante o apogeu do ouro em Goiás no século 18 ,
para outros a propriedade vem sendo repartida a medida que cresce o numero de
seus habitantes.
A mesquita fica situada a pouco mais de uma hora de
Brasília e parte da rodovia que vai a
Belo Horizonte por meio de estradas de terra e próxima a cidade de Luziânia
construída pelos antigos escravos.
A princípio os moradores começaram a plantar e construir
ferramentas que facilitassem o manuseio do doce de marmelo que na época era
abundante na cidade, alguns homens e mulheres viajavam ate as favelas do DF
atraídos por trabalhos na construção civil .
Com relação as crenças prevalece o catolicismo desde a época
da colonização, o senhor Benedito Antônio de 60 anos pai de 11 filhos, conta
que no inicio todos eram muito unidos e as festas religiosas eram mais alegres,
as festas típicas na mesquita São: a Fulia do Divino e de nossa senhora da Abadia
comemoradas em 6 de maio e 6 de agosto, Ele conta com um sorriso no rosto da
saudade das rodas de viola e da alegria das pessoas e união que com o
crescimento da comunidade acabou se perdendo.
Da entrada de campo,
impressões e emoções.
Durante a viagem de Brasília ao Quilombo o professor Manoel
Barbosa Neres Foi contando um pouco da história do quilombo e ao tempo que ele
contava eu ficava mais curiosa por conhecer, ele brincou dizendo que por coincidência
eu estava indo em um dia de comemoração , e estava muito animado pois pela
primeira vez o filme ia ser projetado para todos os moradores.
A princípio ele me apresentou toda a cidade e pontos
turísticos, como a toca do leão um local de lazer, o Museu do quilombo , a
igreja, e ate as casas das pessoas para que eu fizesse as entrevistas. Todos me
receberam com tanto carinho que não contive minha alegria . Eu olhava a todos
lados observando a natureza que me remetia a um sentimento de nostalgia todas
aquelas arvores e o céu tão azul me lembrava Infância. Ao mais tardar do dia
todos se preparavam para a grande festa e os músicos ensaiavam as músicas que
iriam ser tocadas no evento, me admirava em ver o empenho do professor com os
jovens transmitindo sentimentos por meio
das canções e eu me alegrava em poder participar do momento de ensaio, me
identificava com os jovens e por meio das longas conversas fomos adquirindo
vínculos e os mesmos se sentiam a vontade para contar suas histórias, seus
sonhos e etc.
Ao enoitecer do dia todos se organizavam para a festa,
chegando a fazenda o professor Manoel me apresentou as pessoas que moravam ali
a um longo tempo como a senhora Criola e a Célia uma das líderes do movimento
quilombola , foram longas as conversas, em volta um cenário de natureza e
música , rodas de viola, danças e as pessoas em volta da fogueira conversando ,
muitas comidas típicas goianas como: pamonha, paçoca, doce de leite, quindim,
canjica, arroz doce , sucos, Balas de milho, Doce de Marmelo, e entre tantos
outros que me lembravam festa junina, mais sem duvidas que era bem mais
divertido, E impossível descrever as maravilhosas sensações que tive durante
este longo dia. E finalmente o momento que todos esperavam o filme do Quilombo,
todos estavam reunidos em volta do telão e ao som de um berrante se abrem as
cortinas , eu observava a alegria das pessoas em ver seus parentes e como tudo
começou, eles comentavam este e meu avô, ou a tia fulana, e alguns risos
_ Este sou eu mais jovem,
Olha como a igrejinha era.
As pessoas choravam de emoção ao ver seus parentes que já se
foram, e contavam suas histórias, em um
segundo momento o grupo musical do Quilombo apresentava suas canções, e modinhas
e aquela roda de viola encantava meus ouvidos. A união das pessoas me admirava
muito pois hoje em dia isso não e notado com frequência.
Já era de madrugada era tão bom estar ali que não lembrava
que tinha que voltar para casa, voltei a conversar com os adolescentes e
escutava suas histórias, eles contavam que gostavam de morar ali mais sentiam
falta das coisas da cidade grande, da tecnologia da modernidade e diziam que a
cidade e linda um belo lugar para visitar mais não para morar, Eu conversava com eles e tinha algumas
impressões parecidas com as deles. Foi uma experiência incrível , a principio
me imaginava apenas fazendo questionários com as pessoas , mais o que vivi as
pessoas que conheci, os vínculos que foram construídos não tem preço e
inenarrável.
Em um segundo momento retornei a cidade nesta segunda visita
procurei conhecer os lugares que ainda não tinha visto , haviam muitas coisas
para conhecer o walissom e sua mãe me
mostraram o museu do quilombo , Eu observava todos aqueles objetos , fotos,
quadros, painéis e tudo sensivelmente organizado e enfeitado, passei horas ali olhando
todas as expressões de artes e os objetos como piano, maquina de datilografia,
carro-de boi , objetos feitos com palhas outros de ferro, e as fotos das
pessoas eu me imaginava dentro de um livro em quadrinhos de história.
No dia seguinte seria a apresentação , anteriormente tinha
feito o convite juntamente com o professor para que eles conhecessem a
universidade e fossem apresentar algumas canções , fiquei muito feliz em saber
que mais de 20 pessoas poderiam ir e quando chegamos la fomos organizar o
local, Celia tão cuidadosa e atenciosa trouxe painéis e objetos para apresentar
a turma, este dia foi muito importante pra mim , porem devido ao tempo não pude
passar nem a metade das experiências vivenciadas ali, eles apresentaram suas
canções e contaram um pouco da história por meio da musica quilombo que relata
a vida , a luta e a criação da mesquita.
Era uma quarta feira a noite e eu tinha ganhado o maior
presente da minha curta vida acadêmica principalmente por se tratar de algo que
não se adquire com teoria e livros e por não se tratar de um assunto da grade
curricular.
Terceiro momento entrevistas Reflexões, crenças e processos de cura.
Nesta terceira visita após ter adquirido alguns vínculos com
as pessoas resolvi ir nas casas , acompanhada do Walissom que me levou nas
casas dos moradores mais antigos.
Estava a procura de curandeiros e dos primeiros habitantes
da comunidade para aprender mais sobre a história.
Neste momento teria que ter mais sensibilidade pois teria
que saber exatamente o que perguntar e como perguntar. Dai recordo-me de
Cardoso de Oliveira em seu livro: O
trabalho do antropólogo , capítulo – Olhar, ouvir e escrever, ele cita a domesticação do olhar pois a partir do momento
que estamos preparados para a investigação o objeto a qual dirigimos nosso
olhar já foi previamente alterado pelo próprio modo de visualiza-lo. E o ouvir
completa o olhar. Um ouvir todo especial preparado a saber ouvir e
principalmente no escrever tomar cuidado para não transmitir algo de opnião do
entrevistador mais sim tudo que tiver dito o entrevistado, é justamente no
escrever em que as ideias se tornam mais claras e neste momento portanto a
configuração final do produto.
Entrevistado 1: (Senhor
Mamed)
(Curandeiro) , O senhor Mamed mostrou as plantas utilizadas
para curar diversas doenças o que me impressionou foi o seu vasto conhecimento
sobre o assunto, ele conta que já curou
todo tipo de doença, as plantas mais utilizadas são: Cravo para tosse, Siena
rocha bom para pele, kitoco bom para o útero , malva branca que e um sonífero e
jaborandi, ele contou uma história em que informa que sofreu preconceito por
estar na frente da igreja com as ervas, foi desrespeitado e sua intenção era
apenas ajudar um amigo .
_Eu so gostaria de
ajudar um amigo pois sabia exatamente como ajudar e fui desrespeitado por estar
a frente da igreja.
As pessoas o procuram
com frequência para fazer banho de descarrego ou para ajudar em alguma
enfermidade, Dos livros que ele mostrou pude perceber que ele estuda muito
sobre o assunto, porem não e visto como um sábio pela comunidade, os mais
diversos livros ele possuía. Um seria a cura tradicional e as plantas curam de
Afonso Balbachos, o Senhor Mamed contou
muitas histórias onde as plantas e as rezas ajudaram as pessoas da comunidade
se livrarem das enfermidades como ele mesmo informa e necessário acreditar.
O senhor Mamed contou onde eu poderia encontrar outra
curandeira.
Entrevistada 2,
(Segunda Curandeira).
Chegando na casa da senhora fui recebida com muita atenção,
ela estava preparando as porções com ervas, e também contou muito sobre as
plantas de efeitos curativos ela diz:
_Sem folha não existe
remédio. Ela diz que recebeu este dom desde pequena e saberia que trabalharia
ajudando as pessoas, ela conta principalmente da preparação emocional pois
chegam muitas pessoas procurando ela para tirar encosto.
_O pior veneno e a
inveja ela atrai energias negativas. (mal olhado).
A senhora disse que não se importa com o que os outros vão
falar, apenas tenta cumprir a missão que segundo ela foi concebida.
Entrevistada 3: (
Senhora Criola).
A saudade de um tempo
que não volta mais.
A senhora Criola
nasceu no quilombo, perguntei a ela se lembraria de quando veio e como
tudo começou, informou que era muito pequena e não se lembrava de muitas
coisas, apenas de seus pais trabalhando, plantando e ajudando a fazer o doce.
Ela relata que muitas coisas mudaram.
_Antigamente as
pessoas morriam de velhice e não de acidente de carro.
Ela conta que antigamente tinha que ir ate Luziânia cidade
de Goiás para buscar alimentos, como citado acima na história do quilombo, foi
perguntado a ela o que ela gostava de fazer:
_Gosto de lavar roupa,
cuidar da casa, dos filhos e dos meus netinhos.
Ela conta da felicidade de viver com seus amigos no passado,
ela diz que e a melhor lembrança e de seus tempos de jovem de casada, os
momentos em que trabalhavam e conversavam nos engenhos produzindo o doce de
marmelo e vendendo em Luziânia , a única época difícil foi quando surgiram os
filhos pois tinham que ir a cavalo atrás
dos alimentos e trabalho.
Com relação a crença, ela informa que é católica e gosta das
festas típicas do quilombo e principalmente a festa do Divino.
Com um sorriso no rosto e 88 anos ela conta que se sente
feliz pela sua família.
E inenarrável aprender com os nossos anciões pois eles ja
passaram por um trilha a qual não percorri sequer a metade, E além de contar
sobre a sua história de vida, sua família ela da conselhos, vejo os anciões
como nossos sábios.
Considerações Finais:
Conclui-se através deste ensaio que a experiência de campo é
algo de extremo valor pois através dela se amplia horizontes aos mais diversos
temas, E inenarrável pois os sentimentos adquiridos estão além das construções
teóricas. E as lembranças são eternas em nossas memórias, e por meio destas
visitas a Mesquita mudei minhas visões sobre vários aspectos, principalmente
com relação ao respeito com os mais
velhos pois os anciões são sábios. Este mergulho na literatura se tratando de
aspectos histórico-culturais abrem um leque para uma gama de informações
preciosas sobre meus ancestrais origem e história desde os primeiros
quilombolas.
Com relação aos processos de cura é necessário salientar
acerca da importância destes autores como sábios cuidadores, neles observei
características dos processos de cura e humanização e acolhimento em saúde e
cuidado para com o próximo.
A comunidade Quilombo mesquita e extremamente acolhedora e
por meio das entrevistas aprendi coisas incríveis e quão maravilhoso foi poder
participar de seus momentos típicos. Foi para mim como mergulhar dentro de um
livro de história e ao mesmo tempo conto de fadas, As pessoas estarão para
sempre em minha memória.
Referências
Bibliográficas:
BARBOSA, Fernando de Holanda. “A Contribuição Acadêmica de
Mario Henrique Simonsen” Rev. Bras. Econ., Jan./Mar, vol. 17, n. 1, p. 115-130.
1997.
Malinowski, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental
(Argonauts of the Western Pacific, 1922). Coleção Os Pensadores, Abril
Cultural, 1976. Cap VI p. 24-26.
Mana vol.6 n.1 Rio de Janeiro Apr. 2000
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-93132000000100009
CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. 1998. O Trabalho do
Antropólogo. Brasília/ São Paulo: Paralelo Quinze/Editora da Unesp. 220 pp.
Cap: (olhar ,ouvir e escrever). Cap 1. P.17-27.
CARVALHO, Vladimir. Quilombo Mesquita (Documentário). http://www.youtube.com/watch?v=A5crMThu3r4.
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